• White Facebook Icon

ALISTAMENTO

“Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.”
Mateus 5:9

A humanidade já passou por inúmeras guerras, seja em pequena ou em grande escala, desde a história antiga até os dias atuais, lutas armadas entre nações, por submissão de ideologias entre partidos ou busca por interesses materiais, o objetivo é buscar justiça com as próprias mãos. O resultado disso é caracterizado por dor e sofrimento.

 

A organização internacional Human Watch Right identificou que ao redor do mundo, milhões de crianças lutam em guerras e conflitos armados. Muitas delas, meninas e meninos, que vivem na América Latina, África, Ásia e também Europa. A maioria das crianças-soldados encontra-se no continente africano.

 

As crianças-soldados são usadas como combatentes, mensageiros, trabalhadores domésticos e escravos sexuais nos quatro continentes. Enquanto milhares de crianças foram desarmadas nos últimos cincos anos em guerras que terminaram, outras milhares são utilizadas em novos conflitos.

 

Atualmente, existem dezenas de conflitos armados, onde crianças e adolescentes são aliciados e obrigados a fazer parte de exércitos nacionais, forças ou grupos armados. As meninas, frequentemente são obrigadas a satisfazer os desejos sexuais dos soldados nos acampamentos.

 

Muitos desses jovens são recrutados à força, outros se alistam voluntariamente, porque quase não veem perspectiva de vida para si ou não têm outra alternativa a não ser participar da guerra, e assim trilham um caminho “sem volta”.

 

Os motivos deste provável "voluntariado" são a falta de ocupação ou formação profissional e o desejo de fugir da violência em ambiente familiar. A vingança também é um fator que impulsiona o alistamento "voluntário" de crianças e adolescentes, por causa da perda de um ente querido em consequência de conflitos armados ou guerras.

 

Segundo a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), no Iraque, 652 crianças foram mortas só em 2016 – 20% a mais que em 2015. E em 2016, mais de 850 crianças foram recrutadas e usadas em conflitos – mais que o dobro do número em 2015. Enquanto na Nigéria, o grupo extremista Boko Haram, tem usado crianças como terroristas suicidas, em 2017 o grupo enviou quatro vezes mais crianças para o nordeste da Nigéria para esses fins, do que em todo o ano de 2016, sendo que o número de meninas como "bombas humanas" também aumentou.

 

Os olhos dos rebeldes procuram crianças que possam ser conquistadas com presentes e benefícios que a família não pode lhes dar – a população é bastante pobre, e as famílias sempre lutam com problemas de saúde e falta de alimentação. Essas crianças são alistadas como pequenos soldados, e reproduzem em sua vida adulta, toda violência sofrida na infância.

A Colômbia é um país brutal para as crianças. Isso é o que diz o jornal colombiano “El Tiempo” ao apresentar dados estatísticos sobre a violência infantil no país. Segundo o jornal, a cada 9 horas, um menor de idade é assassinado; a cada mês, 10 menores são recrutados por grupos armados ilegais, e metade das pessoas deslocadas por causa da violência tem menos de 18 anos de idade.

Grupos armados ilegais se opuseram fortemente aos cristãos. Eles consideram os cristãos inimigos, espiões que fornecem informações para outros países. Seus alvos preferidos são os filhos dos cristãos, principalmente pastores e líderes. É uma maneira de se vingar de todo o trabalho evangelístico que interfere suas atividades ilegais, além das crianças cristãs terem a tendência de serem mais obedientes, perfil que agrada muito os líderes desses grupos extremistas.

Os filhos dos guerrilheiros também não escapam, pois convivendo com reações não cristãs, seguem os maus exemplos, e essas crianças vão reproduzindo os atos de violência que aprendem com seus pais. Embora com pouca idade, essas crianças e adolescentes, já vivenciaram mais violência e dor, do que muitos adultos já experimentaram em toda a sua vida.

O momento de aflição vivenciados por essas crianças, ocorre quando o direito de brincar, e viver em harmonia com todos em sua volta é destruído, e para sobreviverem resta passar por estas experiências que acarretam danos emocionais e físicos, muitas vezes irreparáveis, durante toda a sua vida. Mesmo habitando em um cenário desastroso, somente em Deus essas crianças podem habitar na verdadeira paz, tendo em sua identidade um novo recomeço por se tornarem filhos de Deus.

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now