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Para entendermos o que são os “Povos não Alcançados”, precisamos rapidamente entender o que é Povo.

 

Povo é um conjunto de pessoas que falam a mesma língua, têm costumes e interesses semelhantes, história e tradições comuns. Portanto, um povo “não alcançado” ou “não evangelizado” é um conjunto de pessoas que não dispõe de apoio missionário ou recursos suficientes para serem evangelizados e assim chegarem ao conhecimento da verdade que nos salvou. Segundo a Revista JMM (Junta de Missões Mundiais) esses grupos não conhecem Jesus, o Filho de Deus, e desconhecem a necessidade da salvação. Muitos povos continuam inalcançados porque chegar até eles é realmente uma missão difícil, seja por barreiras culturais, linguísticas, econômicas e até geográficas.

 

No mundo ainda há mais de 3.000 povos que nunca ouviram falar que Jesus é o Filho de Deus. São bilhões de pessoas que vivem sem rumo certo, perdidos em meio a falsos deuses e falsos profetas, sem esperança e sem aprender a amar o Pai acima de todas as coisas, nem ao próximo como a si mesmos. Não podemos ficar alheios a esta realidade. Há muito ainda a realizar! Grandes são as expectativas para o avanço do ministério missionário, principalmente em regiões como o Norte da África, Ásia, Oriente Médio e Leste Europeu.

Você pode não gostar de matemática, mas esses números têm que fazer parte da vida de qualquer cristão. Existem hoje no mundo 191 países, muitos ainda não foram alcançados com a mensagem do evangelho, por isso, vamos ver alguns números que mostram o tamanho da responsabilidade que enfrentamos.

 

De acordo com o Joshua Project, existem 16.598 grupos étnicos no mundo e 7.165 desses são “não-alcançados” (menos de 2% evangélicos). Abaixo a nossa Galeria Informativa revela mais números que só aumentam a nossa responsabilidade:        

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Definindo as coisas de uma forma um pouco diferente, a divisão de pesquisa da Junta de Missões Internacionais da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos estima que são 11.310 grupos étnicos, dos quais 6.405 são não-alcançados e 3.100 são “não-abordados” (nenhum trabalho missionário evangélico para alcançá-los está em andamento). Esse número parece grande pra você? 3.100? Estes são os grupos étnicos que ainda precisam ser buscados e penetrados por um trabalho missionário. Esse número é, de fato, incrivelmente pequeno se comparado aos recursos que temos disponíveis.

Considerem estes números da edição de Janeiro de 2013 do Boletim Internacional de Pesquisa Missionária (vol. 37, no. 1):

Bom, para respondermos essa pergunta, é preciso antes de tudo, entender em que realidade está inserida a maior parte dos povos que precisam ser alcançados.

 

Normalmente, esses povos vivem em países com regimes autoritários e baixos índices de distribuição de renda. As três grandes religiões não cristãs dominantes nesses países são: islamismo, budismo e hinduísmo. São culturas milenares que historicamente têm certa resistência ao Ocidente. Outras dificuldades relacionadas a pregação do evangelho nestes locais está relacionada a barreiras:

 

Geográficas – Lugares remotos, com clima severo, de difícil acesso ou com grupos nômades.

 

Linguísticas – analfabetismo, nenhum trecho da bíblia na sua língua, linguagem não escrita, terminologia confusa

 

Culturais – Perseguição, países fechados a mudanças, cristianismo visto como uma religião estrangeira.

 

Apesar do número de cristãos ser suficiente para alcançar todos esses povos, as barreiras culturais e dificuldades geográficas e linguísticas, respondem o motivo pelo qual todas essas pessoas ainda não ouviram falar da salvação em Jesus.

Além dessas barreiras, existem outros desafios que nós enquanto corpo de Cristo precisamos enfrentar a fim de cumprirmos com a Grande Comissão. Estes desafios que a igreja enfrenta pra levar o evangelho às nações diz respeito a:

•    Domínio da língua materna do país não alcançado ou falta de interprete para traduzir a pregação;

 

•    Distância que afeta diretamente nos Recursos financeiros e humanos (falta de gente pra ir);

 

•    Foco da igreja ao redor do mundo com questões secundárias, tais como discussões intermináveis sobre assuntos teológicos polêmicos, dinheiro investido de maneira irresponsável, etc.;

 

•    Fome, Analfabetismo, e problemas relacionados a saúde pública (HIV, Epidemias como Ebola e Malária, e doenças que causam mortes em função da falta de saneamento básico), são desafios reais que atrapalham e muito a evangelização dos não alcançados. A igreja precisa pensar nessas obras (Tg 22:15-16);

 

•    Cultura local. Vários países se desenvolveram alicerçados em tradições pagãs que fazem parte da sua estrutura social. Em outros países a crença está relacionada diretamente a questões familiares, educacionais e empregatícia.

•    Falta de conhecimento do que é de fato a Grande Comissão;

 

•    Conversões superficiais que não transformaram mente e coração têm sido um desafio grande para a igreja dos nossos dias atuais;

 

•    Mau testemunho;

 

•    Falta de treinamento e assistência para pastores locais. Muitos pastores que vivem em locais isolados não recebem assistência alguma, ou então não são treinados para enfrentarem os desafios sociais daquela região e nem discipulados a ponto de suprirem a necessidade da falta do evangelho na vida das pessoas. Alguns são até esquecidos pelas igrejas que os enviaram;

 

•    Falta de compreensão do cristão com relação ao amor a Deus e ao próximo;

 

•    Cristãos que não conhecem sua vocação ou que não correspondem positivamente ao chamado de Deus;

 

•    Recursos financeiros. As vezes falta dinheiro, e quando se tem, ele não é investido onde mais precisa. Sem falar dos que ainda não entenderam que foram chamados para servir ao Senhor com suas finanças, apoiando assim a obra missionário e de evangelização mundial;

 

•    Esfriamento espiritual. Perdemos o primeiro amor no meio da caminhada;

 

•    Pouquíssimas pregações evangelísticas. É de responsabilidade do pregador falar a verdade bíblica que vai apontar para Jesus. Evangelizar as pessoas na igreja.

DESAFIO MUNDIAL

 

Diz-se que os 6,1 bilhões de habitantes do planeta falam 6.809 línguas. A Bíblia completa já foi traduzida para 366 línguas (cerca de 5,4% do total acima). O Novo Testamento já foi traduzido para 1.012 línguas (cerca de 15%). Pelo menos um livro da Bíblia já foi traduzido para outras 883 línguas (cerca de 13%).A soma desses três números revela que 2.261 línguas têm pelo menos uma porção das Escrituras traduzida (cerca de 33,6%). Estima-se que há 3.000 línguas com óbvia necessidade de tradução bíblica (44% das 6.809 línguas faladas hoje). A população que fala uma língua sem nenhum livro da Bíblia traduzido é de aproximadamente 250 milhões de pessoas (pouco mais de 4% dos 6,1 bilhões de habitantes).A maior parte desses 3.000 grupos étnicos desprovidos da Palavra de Deus está na Ásia, especialmente na Índia, China, Nepal e Bangladesh. São 1.200 línguas. Depois vem a África Ocidental, a metade nos países que foram colonizados pela França e a outra metade na Nigéria. São pelo menos 1.000 línguas. Em terceiro lugar, vêm as ilhas do Pacífico, especialmente em Papua-Nova Guiné e na Indonésia. São 600 línguas. Por último vem o Oriente Médio, cuja religião predominante é o islamismo. São 150 línguas.

 

 

 

DESAFIO BRASILEIRO

 

De acordo com dados da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), no Brasil existem 251 tribos indígenas, das quais 218 são conhecidas e 33 são consideradas isoladas, isto é, ainda não têm contato permanente com a sociedade nacional. O número de habitantes de cada tribo varia muito: 52 povos (20%) têm menos de 100 pessoas, 115 (46%) têm entre 100 e 1.000 pessoas, e 84 (34%) têm acima de 1.000.Do ponto de vista missiológico, 34 tribos (14%) têm o Novo Testamento em suas línguas. Para outras 49 tribos (mais de 19,5%) o trabalho apenas começou. Isso quer dizer que para 168 grupos indígenas brasileiros (70%) nada se fez ainda com referência à tradução da Bíblia. Uma das razões do nosso atraso está ligada a certos mitos que vêm desde o descobrimento. Um deles é a concepção de que os indígenas não são pecadores por andarem nus e em “comunhão” com a natureza.Os estrategistas em missões relacionadas à tradução da Bíblia garantem que, para alcançar o alvo de 2025, só o continente americano vai precisar de 500 novas equipes de missionários tradutores!

 

fonte desafio bíblico: site MORÁVIOS

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